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Sacolas plásticas podem ser extintas


04/01/2012

A proibição do uso de sacolas plásticas nos supermercados a partir do próximo mês está gerando dúvidas entre a população.

Muitos que vão aos supermercados já estão sentindo alguma diferença em relação à disponibilidade, pois muitos estabelecimentos avisaram os clientes que a partir do próximo mês não terão mais sacolas plásticas.

A reportagem de O Regional entrou em contato com Davis Quinelato, que é advogado, colunista de O Regional, ambientalista e cursa Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.

Ele conta que existe uma grande dúvida da população sobre a retirada da popularmente conhecida “sacolinhas plásticas” dos supermercados.

A cidade de São Paulo criou uma Lei em nível Municipal proibindo o uso deste tipo de material, sendo que o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado entrou com uma ação contra essa lei e o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar suspendendo de forma provisória.

“Mas isso não é definitivo e a suspensão desta liminar pode ocorrer a qualquer momento e isso é válido somente para a cidade de São Paulo”.

Já em relação às cidades do interior, como Catanduva, ele explica que um acordo de vontades firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) que representa os supermercados do Estado e o Governo estadual, garante que a partir do dia 25 de janeiro supermercados de vários municípios deixarão de fornecer as sacolas plásticas.

“Na Capital essa lei ainda está proibida, mas em inúmeras cidades do interior, incluindo Catanduva, o acordo foi firmado e será cumprido pelos supermercados. O acordo nada mais é que uma bela iniciativa dos supermercados em não distribuir mais as sacolinhas gratuitamente, o que possibilita a partir de agora, a cobrança de um valor para quem desejar levar suas compras nelas”.

O advogado ressalta que a iniciativa de não fornecer sacolas plásticas é bastante positiva, o que livra o meio ambiente de 33 milhões de sacolinhas por dia, somente no Brasil e que levam décadas para se decompor. “Será que o nosso Planeta suportará tanto resíduo?”.

ADAPTAÇÃO
A maioria dos consumidores já está acostumada a fazer as compras e levar nas sacolas. Quinelato afirma que o número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor. “A proibição é aprovada por 60% da população, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com uma rede de supermercados”.

E ressalta que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirma que os dados são importantes e sinalizam que a questão ambiental está no dia a dia do cidadão brasileiro, mostrando mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais.

“Embora as pessoas digam que não têm tempo para nada, essa decisão de não fornecer o material nos leva a parar e refletir sobre o Mundo que queremos deixar para nossos filhos e netos. Quando diz respeito ao meio ambiente é preciso refletir e mudar, pois atinge diretamente de uma forma ou outra a qualidade de vida das pessoas, animais e outros seres viventes”.

A questão ecológica está sendo bastante discutida entre os supermercados atualmente e Quinelato afirma que se não houver uma iniciativa em cessar o fornecimento da sacola plástica, a maioria das pessoas não deixará de usá-las. “É mais fácil e cômodo retirar uma sacola próxima ao caixa do que trazer de casa sua própria ecobag (sacola ecológica de lona, tecido ou PET)”.

SACOLAS OXIBIODEGRADÁVEL
Há algum tempo muitos supermercados oferecem as sacolas oxibiodegradáveis, que são compostas por micro pedaços de plástico compostos e outras substâncias como pigmentos de impressão. “Todas essas partículas vão se espalhando e causam danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas acontecendo um círculo vicioso”.

PESQUISA
O governador Geraldo Alckmin participou, no mês de outubro, da apresentação da pesquisa sobre o uso de sacolas reutilizáveis promovida pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados são favoráveis a não utilização de sacolas descartáveis nos supermercados e 73% não concordam com o retorno das sacolas descartáveis.


Fonte: O Regional

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