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Imagem: Javier Fernandez

Imagem: Javier Fernandez

Plástico biodegradável à base de camarão


05/11/2014

O plástico foi um componente fundamental para o desenvolvimento da sociedade moderna e tornou a vida mais prática. Sua durabilidade e resistência, no entanto, se tornam um problema no momento do descarte, pois ele pode permanecer por séculos na natureza. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo tipo de plástico, feito a partir de cascas de camarão, que, além de se decompor em apenas alguns meses, auxilia no crescimento de plantas.

O plástico, na verdade, foi produzido com base em quitina, o segundo maior componente orgânico existente na natureza, depois da celulose. O composto está presente em cascas de crustáceos, em asas de borboletas e em exoesqueletos de insetos.

O bioengenheiro Javier Fernandez, um dos participantes do estudo, explica que a escolha dos camarões como fonte de matéria-prima para o novo produto se deve ao desperdício registrado nas fábricas de processamento do animal para a produção de alimentos. “Uma quantidade enorme de camarões é processada todos os dias e as cascas, ricas em quitina, vão para o lixo, desperdiçadas”, conta.

O novo material foi desenvolvido em duas versões: a primeira, mais barata, é feita somente com quitina; e a segunda, mais cara e resistente, adiciona uma proteína da seda à mistura, a fibroína. “A primeira versão pode ser usada para produzir objetos simples, como copos, e a segunda tem propriedades mecânicas similares às do alumínio, então pode ser aplicada em áreas mais específicas, como a medicina”, diz Fernandez. “O material, além de forte, é muito biocompatível, o que abre muitas possibilidades de uso, como a correção da abertura de hérnias ou de tendões danificados.”

Benefício ambiental
O novo plástico representa um enorme ganho ambiental em relação ao produto tradicional, pois se decompõe em muito menos tempo. “O plástico de quitina demora de algumas semanas a meses para desaparecer, dependendo do tipo de solo e da umidade”, esclarece Fernandez. “Isso acontece porque a quitina é um componente natural, então existem muitos microrganismos que a produzem e também a degradam. Já o plástico tradicional não faz parte da natureza e, quando descartado, o ambiente não sabe o que fazer com ele!”

Em seu processo de decomposição, o novo plástico ainda contribui para enriquecer o solo, já que contém nutrientes necessários ao crescimento das plantas. “A quitina tem, por exemplo, nitrogênio, um componente bastante escasso, mas essencial para a planta”, ressalta Fernandez. “Quando o plástico se decompõe no solo, libera esse nitrogênio, que é absorvido pela planta.”

Embora promissor, ainda não há previsão de lançamento do novo plástico no mercado. O bioengenheiro pondera que esse passo está relacionado ao desenvolvimento de um novo tipo de indústria, capaz de produzir o material inédito. “Estamos trabalhando com diferentes setores industriais para fazer isso acontecer”, conta o pesquisador. “Nossa proposta não é lançar um simples material novo, mas sim criar um tipo de manufatura, então é preciso modificar as máquinas para que se tornem capazes de utilizar os compostos naturais.”

A princípio, a produção do novo plástico de quitina não será barata: pode custar cerca de quatro a cinco vezes mais do que a do plástico comum. Mas Fernandez aposta em uma possível baixa no preço no futuro. “O preço deve ser reduzido, porque ele é feito à base de água e componentes naturais, e não de petróleo”, conjectura. “Além disso, esperamos que seu custo diminua ainda mais quando ele começar a ser fabricado em grande quantidade”, conclui.

Fonte: Ciência Hoje Online, escrita por Isabelle Carvalho

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