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Imagem retirada de http://investimentosenoticias.com.br/noticias/artigos-especiais/as-novas-possibilidades-profissionais-do-plastico

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As novas possibilidades profissionais do plástico


15/04/2019



Ofertas de empregos na área de plásticos são recorrentes na internet, mas ainda há uma carência de profissionais habilitados para atender adequadamente essa demanda. O número de faculdades de engenharia química, de materiais e de cursos técnicos em química ou plásticos até pode atender o mercado, mas o ‘chão de fábrica’ ainda não conta com trabalhadores qualificados em número suficiente para diversos segmentos e principalmente ‘nichos de mercado’, ou seja, áreas novas ou inexploradas, que estão à espera de serem examinadas para gerar mais dividendos aos empreendedores.

Sabe-se que o Brasil já é o quarto produtor de resíduos plásticos do mundo e recicla 1,2% apenas do material produzido, segundo o Fundo Mundial para Natureza (WWF).

No País, passam por reciclagem apenas 145 milhões de toneladas, portanto, há um enorme mercado a ser explorado e que precisa mão-de-obra bem treinada e capacitada, para que não ocorram mais perdas e o aproveitamento seja otimizado ao máximo, visando a rentabilização do negócio.

Para se ter uma ideia, cerca 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas inadequadamente por aqui. E isso, em muito se deve ao desconhecimento e inabilidade de profissionais do setor, mas talvez aconteça também pela falta de políticas públicas de reciclagem e ainda por decisão equivocada de alguns empresários. No último ano, só nos aterros sanitários foram descartados mais de 2,4 milhões de toneladas de plásticos, que em boa parte delas poderiam ser reprocessadas. Além disso, mais de 1 milhão de toneladas nem sequer foi recolhida em nosso território nesse último ano. Na realidade, o Brasil recicla muito pouco e neste quesito ficamos entre os piores e bem abaixo dos 9%, que é a média do planeta. A contradição é que estamos entre os que menos reciclam e um dos que mais produzem.

Hoje, há diversas iniciativas socioambientais para redução do consumo de plásticos no mundo, mas por outro lado há também infindáveis ações para sua reciclagem. Portanto, essa mindset que pode influir na produção tradicional no futuro poderá ter como opção o reprocessamento industrial do plástico em maior escala, com investimento em tecnologia, insumos e naturalmente mão-de-obra bem treinada ou qualificada. Inclusive é preciso pensar também na própria qualificação profissional dos catadores ou coletores de resíduos sólidos para que eles otimizem cada vez mais seu trabalho, e tenham melhor segurança individual e ganhos.

O Brasil vem sofrendo uma estagnação econômica há alguns anos. A última notícia que se tem de aumento de contratações no setor de plásticos em São Paulo foi em 2013. Aparentemente, o aumento dos trabalhadores com carteira assinada na indústria de transformação do plástico se deu por causa da desoneração da folha de pagamentos realizada pelo governo federal da época. Ou seja, ocorreu uma queda e arrecadação tributária no segmento e dos 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos, a alíquota passou a ser paga entre 1% e 2% sobre o faturamento anual. Mas por outro lado, lideranças do setor reclamavam na época que o grande problema na produção era que ficava caro transformar plástico no Brasil. Além disso, ouvia-se a reclamação de que havia perdas com as importações de países da América do Sul e asiáticos.

É nosso pensamento que as instituições de treinamento e formação profissional podem ajudar muito nas novas possibilidades industriais, inclusive tanto na parte técnica, de produção, logística, como na esfera filosófica da operação. É preciso, portanto, incutir entre empresários, funcionários e análogos uma mentalidade mais afinada com as novas eras que devemos viver mais à frente, buscando novas alternativas de ganhos com sustentabilidade no plástico.
Mão-de-obra bem treinada reduz desperdícios

As perdas e desperdícios na área de indústria ainda são uma questão crítica. Isso porque em muitos setores ainda não há profissionais capacitados adequadamente em treinamentos ou na própria formação. Na indústria de transformação de plásticos, muito funcionários acabam desperdiçando muita matéria-prima e frequentemente as misturam incorretamente, ou operam com temperaturas incorretas, o que geram graves problemas de produção, que reduzem profundamente a qualidade do produto final. No entanto, se uma empresa orientar, conscientizar e principalmente treinar seu colaborador para que consiga trabalhar de maneira correta, ele vai evitar grandes desperdícios e naturalmente gerar mais receita para o caixa.

Hoje, o problema da formação e capacitação profissionalizante está dividido em duas partes críticas, a do colaborador e da indústria. Muitas vezes, um colaborador não quer se qualificar, se especializar ou estudar. Na verdade, apenas uma expressiva minoria pensa em crescer profissionalmente, e isso ocorre em todos os segmentos da indústria não apenas na produção e transformação dos plásticos, que é minha especialidade. Acontece também na área metalúrgica, usinagem, tecelagem, e inúmeros outros segmentos. Assim o empresário se depara com o problema da mão-de-obra desqualificada. E o pior é que há um exército de profissionais que não ambiciona se desenvolver profissionalmente mesmo diante dessa crise e desemprego.

Do outro lado do problema, está um tipo de empresário, que não investe em mão-de-obra qualificada. Com frequência, não quer treinar seus funcionários e não faz questão que eles se qualifiquem com o custeio de sua empresa. Temos um exemplo de um aluno nosso que chegou na escola, que desejava estudar e esperava alguma colaboração da empresa, pelo menos, liberando alguns períodos para ele se capacitar. No entanto, o empregador dizia que era besteira o funcionário estudar. Achava que bastava ficar trabalhando, que era o suficiente. Na verdade, nós vemos muitos obstáculos frente a alguns empresários, quando entendem que o investimento em mão-de-obra não recompensa e que o custo pode ser “muito alto”. Uma parcela dos empregadores não consegue enxergar, muitas vezes, o retorno no investimento e acredita que é um valor dispensável.

Na realidade, se esses empresários observarem que seus funcionários treinados vão evitar, por exemplo, numerosos desperdícios com matérias-primas e quebras de máquinas, perceberão de imediato a incrível redução no custo das paradas e dos prejuízos de interrupção da produção. Sem falar também, de outros fatores como a qualidade ruim da peça final, reprocessamento de material e outras perdas inerentes à produção.

Uma fábrica que investe determinado valor em treinamento de mão-de-obra, na prática esse número tem retorno constantemente em curtíssimo prazo, muitas vezes em dois ou três meses. O aporte se reverte por conta da melhoria na redução das quebras de máquinas e peças, e na diminuição dos prejuízos com os custos de matérias-primas. Se forem multiplicados os valores das perdas de cada parte da operação ao final serão contabilizados números astronômicos e absurdos. Há produtores de plásticos, atualmente, que têm estoques de toneladas de refugo, que na verdade foram materiais desperdiçados.

Desta maneira, é preciso, além de proporcionar treinamento, também conscientizar o quadro de funcionários de sua importância e fazer a cobrança daquilo que foi ensinado pelos instrutores em salas de aulas e nos equipamentos. Se não houver cobrança efetiva não haverá retorno e o funcionário pode simplesmente dar continuidade naquilo que fazia antes do treinamento.

Fonte: Investimentos e Notícias, escrita por Alexandre Farhan

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